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Consumo de estupefacientes...

Mulheres

...aumenta

2015-06-30 11:15:47.3
entre mulheres.


A tendência de 2001 a 2014 foi notória na evolução dos consumos de drogas entre a população prisional feminina. 
O inquérito em meio prisional realizado em outubro de 2014 revela um aumento dos consumos de droga entre as mulheres de 33,9% em 2001 para 37,4% em 2007 e 45,1% em 2014. Não será alheio a este facto o aumento de 34,1% do total de mulheres presas nos últimos quatro anos como mostram as Estatísticas da Justiça Em 2014 atingiu-se o total de 841 mulheres a cumprir pena, na maioria por tráfico de droga.

Aliás, o relatório ontem divulgado pelo SICAD (Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências) sublinha que o tráfico de droga continua a ser o crime predominante na população reclusa feminina, enquanto já decresce ligeiramente relativamente aos homens.

Comum a ambos os sexos é a tendência de descida do consumo. Por via injetável na prisão passando de 11,3% em 2001 para 3,1% em 2007 e para 1,1% no ano passado. O questionário revela também que 80,2% dos reclusos consumidores de alguma substância declaram já ter consumido alguma vez na vida canábis; 56,2% cocaína, 38,1% heroína e 27,6% ecstasy o que representa decréscimos em todas estas drogas por referência aos anos de 2001 e 2007.

As prevalências de consumo ao longo da vida são muito mais expressivas entre os presos do que na população em geral mas a quebra de consumos nas cadeias acompanha as tendências gerais, refere o inquérito.
 
Dentro das prisões consome-se especialmente canábis (pelo menos alguma vez) - 18,8% por cento dos consumidores, - o que é um reflexo do que se passa na sociedade em geral, onde esta é também a droga mais consumida, em Portugal e no resto da Europa. Logo a seguir à marijuana, os estupefacientes mais consumidos nas cadeias são os hipnóticos/sedativos (6,4%), a heroína (5,2%) e a cocaína 5,1%. O relatório revela uma diminuição das infeções por HIV. Mas 1,8% dos reclusos disse já ter partilhado agulhas/seringas alguma vez na vida e 79,8% declarou nunca ter usado preservativo em visitas conjugais e 72,1% disse nunca ter usado este método contracetivo em outros contextos (um retrocesso em relação a 2001 e 2007).


Diário Notícias - 27/06/2015

  • Instituto da Droga e da Toxicodependência
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  • Ministério da Saúde
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