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Jean-Jaques Rousseau

J.J. Rousseau

O Autor e a sua Obra

2013-05-21 17:48:37.76
Pequena Biografia de J.J. Rousseau e extrato do capitulo "Quarto Passeio"

Jean-Jacques Rousseau nasceu em 28 de junho de 1712 na cidade de Genebra (Suíça).

Rousseau não conheceu a mãe, pois esta  faleceu no parto. Foi criado pelo pai, um relojoeiro, até os 10 anos de idade. Em 1722, outra tragédia familiar acontece na vida de Rousseau, a morte do pai. Na adolescência foi estudar numa rígida escola religiosa. Nesta época estudou muito e desenvolveu grande interesse pela leitura e música.

No final da adolescência foi morar em Paris e, na fase adulta, começou a ter contatos com a elite intelectual da cidade, vindo a tornar-se  um importante filósofo, teórico político e escritor suíço.

É considerado um dos principais filósofos do iluminismo, sendo que suas ideias influenciaram a Revolução Francesa (1789).
Morreu em 2 de julho de 1778 em Ermenoville (França).


Hoje divulgamos um excerto do capítulo "Quarto Passeio"

Nunca uma mentira premeditada se aproximou do meu pensamento, nunca menti por interesse pessoal; mas menti muitas vezes por vergonha, para me salvar de apuros em coisas sem importância ou que, quando muito, só a mim próprio interessavam, nas alturas em que, tendo de manter uma conversa, a lentidão das minhas ideias e a aridez das minhas palavras me forçavam a recorrer às ficções para ter alguma coisa a dizer. Quando se torna necessário falar e não há verdades divertidas que me venham ao espírito, conto fábulas para não ficar mudo; ao inventar essas fábulas, porém, procuro o mais possível que elas não sejam mentiras, isto é, que não ofendam a justiça nem a verdade que é devida, e que não sejam mais do que ficções indiferentes para toda a gente e para mim próprio. O meu desejo seria o de, pelo menos substituir a verdade dos factos a uma verdade moral, isto é, que a minhas palavras representassem bem as afeições naturais do coração humano, e que dela saísse alguma instrução útil, numa palavra, transformá-las em contos morais, em apólogos; mas seria necessária uma presença de espírito superior à minha e uma maior facilidade de palavra para poder tornar instrutiva a verbosidade da conversa. O ritmo da conversa, mais rápido que o das minhas ideias, ao forçar-me quase sempre a falar antes de pensar, sugeriu-me muitas vezes tolices e inépcias que a minha razão desaprovava e o meu coração condenava à medida que saíam da minha boca; porém, como precediam o meu próprio juízo, já não podiam ser reformuladas pelas suas censuras. (p. 60)                                

 

        Rousseau, J.J. (2007). Os devaneios do caminhante solitário. Cotovia.   

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