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Concerta e Ritalina

Ritalina

Será que é benéfico...

2013-07-18 14:21:14.047
...para estudar horas e horas seguidas?
Concerta e Ritalina são os nomes comerciais do medicamento metilfenidato uma anfetamina usada para tratar doentes com Transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade (TDAH), que se caracteriza por um excesso de atividade, períodos de sono curto, dificuldade de realizar e concluir tarefas e que muitas vezes se traduz numa incapacidade de concentração. Geralmente, o diagnóstico é feito na infância, podendo persistir na idade adulta.
Crianças que tenham este problema vêm o seu rendimento muito afetado. Neste caso o uso destes medicamentos tem bons resultados: ajuda-as a acalmar, a ter níveis de atividade mais próximos do normal e a melhorar a concentração.


Mas quando não se sofre de TDAH e se consome metilfenidato, essa substância funciona como uma anfetamina: "É o mesmo que tomar ecstasy ou cocaína. A pessoa fica mais agitada tem mais energia, tem a sensação que fica mais esperta e não tem necessidade de dormir", explica Miguel Vasconcelos, psiquiatra coordenador da área da toxicodependência no Centro das Taipas. 


Na época dos exames alguns estudantes usam estas substâncias para conseguirem estudar mais horas seguidas.
Para a neuropsicóloga Paula Santos, a curto prazo, o uso de metilfenidato, permite ignorar os estímulos externos e, por isso, a pessoa consegue fixar-se no estudo durante mais tempo. No entanto o uso a longo prazo vai provocar efeitos contrários: "Quando a pessoa deixa de usar a substância vai ter muitas mais dificuldades em concentrar-se porque se desabituou a desse esforço". Por outro lado defende que os estudantes cometem mais erros porque estão num estado de maior impulsividade: "a pessoa é mais rápida a responder mas e pode não reparar nos detalhes das perguntas", explicando ainda que o consumo destas substâncias não aumenta a capacidade cognitiva. "O que aumenta é a sensação subjetiva de um maior rendimento no trabalho".     
João Goulão presidente do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências, afirma que aquilo que é adquirido num estudo de última hora potenciado por esses medicamentos não é devidamente interiorizado e não se traduz num conhecimento real.  

Pequeno resumo do Artigo Droga de Estudo. Jornal Publico revista 2 - 14/07/2013 

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