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Crise

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está a agravar recaídas

2014-02-21 15:08:08.85
no consumo de álcool e heroína!

Doentes desistem de tratamentos e consultas alegando não ter dinheiro para os transportes. 

Há cada  vez mais dependentes de drogas e de álcool a abandonar os tratamentos e consultas por dificuldades financeiras, o que tem agravado o número de recaídas. 


Adiam consultas, alegando não ter dinheiro para os transportes ou simplesmente não aparecem Este foi um dos aspetos focados por vários profissionais de saúde ontem de manhã na reunião "A Saúde do Fígado e o Roteiro pela Inclusão" que decorreu na Fundação Cupertino de Miranda no Porto. Refira-se que o consumo excessivo de álcool é um dos principais fatores de risco para a doença hepática e que o uso de drogas injetáveis potencia  a infeção pelo vírus da hepatite.


O psiquiatra Luís Patrício, cofundador e ex diretor do primeiro Centro de Atendimento a Toxicodependentes CAT do país o Centro das Taipas, em Lisboa, foi o primeiro a tocar no tema. "O consumo de heroína não está a crescer. O que há é mais pessoas a recair porque não têm dinheiro para os tratamentos". O especialista começou a sentir essas dificuldades em 2007 e 2008 mas assegura que nos últimos anos pioraram "É muito frequente adiarem consultas e justificam com as dificuldades económicas e a falta de dinheiro para os transportes", afirmou Luís Patrício


Por sua vez, Carlos Vasconcelos, psiquiatra do Centro de Respostas Integradas ex IDT do Porto Oriental, admitiu que a diminuição de novas admissões naquele centro (293 em 2011, 289 em 2012 e 194 em 2013) pode estar "relacionada com dificuldades nas deslocações para os centros de tratamento". Miguel Sampaio, assistente social no Hospital de S. João, no Porto, reconhece que o abandono dos tratamentos devido ao custo dos transportes é uma realidade que tem "testemunhado todos os dias".


ESTIGMA PERSEGUE ATÉ NO HOSPITAL

A discriminação de doentes com hepatite vírica existe nas famílias, nas escolas, no trabalho e até nos hospitais Foram várias as histórias contadas ontem por profissionais de saúde que evidenciam a estigmatização destes doentes. Desde empresas que enviam emails a todos os trabalhadores a informar que determinado funcionário está infetado com o vírus, organismos do Estado que recusam contratar estes doentes, diretores de escolas que requisitam o historial clínico e exames de alunos com hepatite, e até médicos que se apressam a pôr luvas e máscaras na presença destes doentes.


Jornal de Notícias: 15/02/2014 

  • Instituto da Droga e da Toxicodependência
  • IDT - Instituto da Droga e da Toxicodependência — www.idt.pt
  • Ministério da Saúde
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